A Guerra Neopentecostal e o fim da religião
De quem é a guerra neopentecostal? É contra o homem ou contra o demo? As músicas dos atuais grupos utilizam uma escolha lexical de palavras como: guerra, batalha, marcha, espada, combate, inimigos, entre outras. Uma questão a ser respondida é, se o mau está dentro do homem porque ele mau por natureza ou é influenciado pela sociedade?
Estes dias, ao passar em frente a uma igreja neopentecostal em uma avenida movimentada no Centro de Diadema, em São Paulo, me deparei com uma cena curiosa que se passava dentro da igreja. Havia quatro diáconos em cada canto da igreja, com as mãos estendidas segurando uma espada. Pensei que fosse um teatro, ou coisa parecida. Entrei e, realmente constatei que aquelas pessoas seguravam como “símbolo” a espada da guerra contra o “mau”. Aí, podemos fazer algumas avaliações: No último censo de 2000, foi constatado que a maior religião negra do Brasil era o neopentecostalismo. Isso porque a umbanda e o candomblé nos últimos anos passou de religião para fazer parte dos “elementos da cultura afro”, nos discursos que os movimentos engajados proferem. Se perguntar para muitos quais são os elementos da cultura negra, muitos citarão a umbanda e o candomblé, colocando a religião como elementos culturais.
Dessa forma, a liberdade que o neopentecostalismo proporciona, faz com que os fiéis introduzam elementos da própria umbanda e do candomblé para dentro das igrejas, propiciando um sincretismo religioso. Daí, a tendência do crescimento neopentecostal ainda maior. Isso sem falar dos discursos da Teologia da Prosperidade, que é marca principal dessas igrejas.
Somando então, este sincretismo junto com a “batalha contra o mau”, o que temos então? Uma nova igreja, ou uma nova religião. O que está nascendo atualmente já ultrapassou as barreiras do neopentecostalismo... É outro fenômeno religioso a ser definido. Para muitos, nem religioso é.
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