"2012" destrói simbolos católicos e é criticado por Liga Católica dos EUA


O diretor do filme-castastrofe "2012", Roland Emmerich admite que destruiu o Vaticano, porque não seria sentenciado à morte pelos católicos. "Em realidade alguém pode deixar que os símbolos cristãos se desmoronem, se quer fazer o mesmo com um símbolo árabe, termina com uma fatwa (sanção árabe)", disse Emmerich a jornalistas.

Emmerich que ano passado havia declarado de que "gostaria de apagar todas as nações e as religiões", disse desta vez que "a fé e a religião não podem ajudar a pessoa em momentos assim [como terremotos]", também afirmou que jamais rezaria diante de uma igreja.

Bill Donohue, presidente da Liga Católica dos Estados Unidos, lamentou as declarações do cineasta. "Emmerich é mais que um covarde, é um mentiroso que não tolera os católicos". "Hollywood odeia o cristianismo" e "embora me critiquem, nunca conseguem provar que estou errado", afirmou.

"2012" mostra o Vaticano destruído, a morte do Papa e de milhares de fieis católicos reunidos na Praça de São Pedro. A Capela Cistina também é arruinada, juntamente com a famosa estátua do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor. Donohue considera as cenas "sensacionalismo" por parte de Emmerich.

Fatwa
Na Indonésia, onde o filme foi inclusive aplaudido pelo público de maioria Islâmica, houve críticas por parte de autoridades religiosas.

Amidhan, presidende do Conselho Nacional dos Ulemás, instância máxima da religião no país, explicou que "o Islã não autorizou a [ninguém] visualizar ou prever o fim do mundo. É um segredo de Deus".
Apesar das declaração do presidente, o Conselho continua dividido quanto a imposição do Fatwa.

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